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Você está em:   Home Saúde Saúde de A-Z Balão intragástrico Última atualização: 03/09/2010

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Balão intragástrico
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Escrito por Carla Garcia   
Sex, 23 de Julho de 2010 16:12

Photoxpress_3621174Matéria escrita com a colaboração do Dr. Sérgio A. Barrichello Junior - CNS 980016280949856 - SAF diagnósticos.

 

No ano de 1982 foi proposto o uso de balão intragástrico para que ocupasse espaço dentro da câmara gástrica, dando sensação de saciedade precoce. Essa seria mais uma tentativa de conter a obesidade, patologia crônica multifatorial, com um contínuo aumento de incidência na maioria dos países do mundo. O gasto com essa doença chega a cerca de 100 bilhões de dólares por ano nos EUA.

A Agência de Alimentação e Remédios (FDA) aprovou, em 1985, um balão que obteve resultados desastrosos, como obstrução intestinal, erosões e/ou ulcerações gástricas. Logo, esse balão foi retirado do mercado.

Em 1998, foi lançado o balão de silicone (Bioenterics Intragastric Ballon, BIB), com ótima aceitação. O balão, que é preenchido com água, visa induzir a saciedade precoce – devido à diminuição do esvaziamento gástrico e ocupação do espaço – e a queda dos níveis de grelina (conhecido com o hormônio da fome), é produzido com um material resistente, tem ajuste para várias capacidades, superfície lisa e é radiopaco (visível ao raio X).

O balão é colocado por meio de endoscopia convencional, utilizando medicações espasmódicas e antieméticas - classe de medicamentos que possuem como principal característica o alívio dos sintomas relacionados ao enjoo, as náuseas e os vômitos - por alguns dias e mantendo o uso de inibidores de bomba de prótons por todo o tratamento. Passados 6 meses, ele é retirado por endoscopia, preferencialmente em ambiente cirúrgico, com auxílio do anestesista.

Houve uma grande euforia inicialmente, seguida de um desânimo intenso, por não ser um mecanismo milagroso para perda de grandes quantidades de peso. Hoje, essa alternativa de tratamento é muito útil e apresenta excelentes resultados quando bem indicada.

 

balao_intra_gastrico

 

Indicações

- Pacientes com obesidade mórbida, com IMC > 40, que apresentam contraindicação cirúrgica ou recusem-se a fazer a cirurgia bariátrica;

- Pacientes superobesos, com IMC > 50, como pré-operatório de cirurgia bariátrica;

- Pacientes com obesidade moderada, com IMC entre 30 e 35, com doenças associadas (à obesidade), com maus resultados no tratamento clínico (ex.: hipertensão arterial, diabetes mellitus).

 

Contraindicações

- Hérnia hiatal volumosa (acima de 5 cm);

- Esofagite grave e/ou estenose esofágica;

- Ressecção gástrica prévia;

- Lesões potencialmente sangrantes, como varizes ou úlceras em atividade;

- Tratamento crônico com anticoagulantes, corticosteroides ou anti-inflamatórios;

- Alcoolismo e uso de drogas;

- Gravidez;

- Fundoplicatura prévia.

 

Vantagens

- Não há necessidade de cirurgia ou de uso de medicações;

- Não há necessidade de afastamento das atividades diárias;

- Não há sensação de passar fome;

- Não há restrições para a realização de atividades físicas;

- Apresenta bons resultados rapidamente;

- Há o apoio de uma equipe multidisciplinar especializada;

- Aprendem-se conceitos para conquistar sucesso a longo prazo com a equipe multidisciplinar.

 

A utilização desse método não é isenta de riscos e efeitos colaterais. Alguns estudos relatam que alguns pacientes podem apresentar sintomas como desconforto abdominal e náuseas nos primeiros dias após a colocação do balão.

O balão intragástrico pode ser um grande auxiliar para a perda de peso. O que as pessoas que possivelmente farão esse procedimento necessitam ter em mente é que isoladamente os resultados não são, na maioria das vezes, os esperados.

Como já é de conhecimento, a perda permanente de peso depende de vários fatores, entre eles, a mudança dos hábitos alimentares e a prática frequente de exercícios físicos. Alguns estudos mostram perda de peso entre 15 e 20 kg e diminuição de 4 a 7 pontos no IMC.

 

Ilustração: Kauê T. Freitas

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